Não se pode desconjuminar ninguém.

11 agosto 2005

dia da pindura!

Hoje infelizmente tive que presenciar um showzinho de uma dúzia de nove ou dez patricinhas do mackenzie (e podia ser qualquer outra) que após comerem e beberem a vontade no Ponto Chic da São João começaram a cantar uma musiquinha (que de tão ridícula meu cérebro fez o favor de não registrar) e bater na mesa como se fosse uma festa de 15 anos.

Já acho o ato por si só um desrespeito. Pode ser que quando a 'tradição' (se é que podemos chamar assim) surgiu tivesse um propósito, que os estudantes das tradicionais faculdades de direito não tivessem muito dinheiro e blá blá blá, sei lá. Mas acho uma puta falta de respeito, porque estava na cara daquelas meninas que elas tinham grana. A fita é que a parada não terminou por aí, quando o gerente (visivelmente constrangido na presença do dono) foi tentar um acordo para que pagassem parte da conta teve que ouvir das meninas que era um absurdo terem que pagar qualquer coisa e blá blá blá, porque inclusive foram mal-atendidas.

Pra puta que pariu, o garçom que não teve nada a ver com a paçoca, que não tem 'free-lunch' e que possivelmente tem o salário menor que o valor do boleto de mensalidade que as minas recebem no conforto do seu lar, foi prejudicado pelas biscates sem o menor pudor para que elas livrassem a cara delas.

Só não joguei o vidro de pimenta em cima das minas porque não valia o stress, mas que estraga o almoço estraga.

lamentável.

8 Comments:

At quinta-feira, agosto 11, 2005, Anonymous Anônimo said...

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At quinta-feira, agosto 11, 2005, Anonymous Anônimo said...

ah vá!

tu bem que queria almoço-grátis também!!!!

ow, como que vc bota esses links? tipo o do ponto chic????

 
At quinta-feira, agosto 11, 2005, Blogger Desconjumina said...

ilumina a palavra e crica no mundinho verde com corrente, aí é só por o endereço e.. bingo,
não é feitiçaria é tecnologia!

 
At sexta-feira, agosto 12, 2005, Anonymous Anônimo said...

mundinho verde com corrente?

fumou???

 
At sexta-feira, agosto 12, 2005, Blogger Desconjumina said...

é mano,
na hora q vc tá postando,
botao do lado daquele q muda a cor da fonte.
achou ou vou ter que ligar pro aprendarium??

 
At sexta-feira, agosto 12, 2005, Blogger Rei Grood said...

É por isso que eu digo, se fosse no meu reinado elas seraim vandalizadas pelos bárbaros visigodos e depois condenadas a guilhotina ... la só se pendura cabeça ...graças a deus !

 
At sexta-feira, agosto 08, 2008, Anonymous Anônimo said...

o seu babaca é tradição!!!
Parece bastante interessante chegar a um restaurante, sentar, fazer o pedido, encher a pança e depois sacar uma carta ao som de uma música engraçadinha e não pagar nada. Mas não se anime muito, porque esse é um privilégio apenas dos estudantes de Direito.

"Todo ano aparece um grupinho fazendo Pindura", diz o gerente de restaurante Edílson, 41. Mas é bom que os espertinhos que estão pensando em abocanhar um rango na faixa saibam que os restaurantes sempre conferem se os alunos são mesmo estudantes de direito, ainda que apresentem o ofício.

Agora, se você faz mesmo co curso e estava na dúvida se arrisca ou não a Pindura, vai se animar com o que disse o manda-chuva da mina alimentícia: "o procedimento é dar uma boa canseira, uma espera de duas horas, coisa assim, mesmo sabendo que no final eles não pagarão mesmo. Mas sempre conservando o bom senso e o humor", revela Edilson.

Bom senso que os dois lados devem ter, diga-se. Com o crescimento do número de cursos e alunos brincando não é todo estabelecimento que aceita, e os que abrem espaço sempre preferem a pindura agendada, chamada de 'Pindura Diplomática'.

E a Pindura começa...
O dia da Pindura foi instituído quando Dom Pedro inaugurou o primeiro curso de Direito do Brasil, no Largo São Francisco, em 11 de agosto de 1827. No início os comerciantes da região central da cidade, onde fica a faculdade, começaram a servir refeições aos estudantes de Direito como forma de apoio e de parabenizá-los pelos estudos. O número de alunos foi crescendo e o apoio dado pelos restaurantes se tornou inviável. Foi então que foi criado o Dia da Pindura, como uma forma divertida de comemorar a inauguração da faculdade e lembrar o importante ato do monarca.

Brecha na lei deixa tudo legal
Na verdade não é que a lei permite, mas tem uma famosa "brecha" que ajuda a tradição a se perpetuar.

A essência da Pindura é o chamado "animus jocandi", que em latim significa "intenção de brincar", e confere uma aura bem mais leve ao que poderia ser facilmente enxergado como um roubo.

Segundo a estudante do quinto ano de Direito da USP, Cristina Emy, a lei apresenta uma brecha que facilita que a brincadeira, às vezes bastante folgada, cole. "A lei especifica que não é permitido que alguém usufrua de um bem ou serviço se não tem dinheiro para pagar, mas a brincadeira não se encaixa neste artigo uma vez que não se trata de não ter o dinheiro, mas sim de não querer pagar", diz.

Isso impede que o brincalhão seja configurado como um tipo penal, ou seja, que teve a intenção de não de pagar porque não tem o dinheiro.

De acordo com o que contou Cristina, o que justifica mesmo a Pindura é a comemoração da inauguração da primeira faculdade de Direito no Brasil. O dia 11 de agosto também é o Dia dos Cursos Jurídicos e o Dia do Advogado, o que abre espaço para que os estudantes de todas as faculdades se apropriem da tradição.

Há quem defenda que só os estudantes de Direito da USP, a São Francisco, é que podem fazer a famosa Pindura. Polêmicas à parte, o fato é que hoje, além dos quase 500 alunos da São Francisco, existem milhares de outros estudantes das mais variadas faculdades que aderiram à brincadeira. "Muitos alunos da São Francisco, principalmente nos últimos anos do curso, desistem de fazer a Pindura, pois os restaurantes estão saturados", diz Cristina.

Manual e modalidades da Pindura
A Pindura tradicional funciona da seguinte maneira: os estudantes comem e depois leêm o oficio, fazem um discurso, cantam as músicas, e vão embora. Dentre as letras, a mais famosa é essa:

"Garçom, tira a conta da mesa,
E ponha um sorriso no rosto
Seria muita avareza
Cobrar no XI de agosto"

Aí o restaurante cola o ofício na porta como quem diz: "Aqui não pode mais, já teve". Mas com o grande aumento de tentativas de pendurar a conta, os restaurantes estão dificultando bastante e até proibindo a brincadeira. Não são poucos os casos de gente que viu o sol nascer quadrado por um dia ou tomou um chá de cadeira na delegacia.

É lógico que o assunto é cheio de mitos e é difícil ter certeza o que realmente é verdade. Cristina conta que, reza a lenda, um grupo de alunos fez uma festa enorme de casamento com dois noivos fantasiados e na hora de pagar, dá-lhe ofício! É demais, né.

Exageros a parte, fazer Pindura está cada vez mais difícil, o que faz surgirem outras três variações da modalidade:

A Pindura Diplomática, autorizada. Fica tudo combinado em uma ligação prévia: número de pessoas, horário, os pratos e o que vai ser pago (geralmente paga-se o serviço e as bebidas , e não pode bebida alcoólica). Depois tem o outro extremo: A Pindura Famigerada. O povo come muito e larga o ofício em cima da mesa e sai correndo. Não parece muito compassada com a tradição...

E para passar um pano e mostrar que os centros acadêmicos estão cumprindo o seu papel de pensar e se preocupar com a inserção política e social, o C.A. XI de Agosto, da Faculdade São Francisco, fez em 2001 a Pindura Social, onde quem comia eram as pessoas necessitadas. Em vez de dar um prato aos alunos, ao restaurantes eram convidados a ajudar em mega sopão para esquentar a barriga dos moradores de rua. Uma boa pedida, não?

 
At quarta-feira, agosto 13, 2008, Anonymous Anônimo said...

vai estudar história antes de escrever bobagens. Vc deve ser, no mínimo, um ser que sonha em fazer Direito na USP, mas não tem capacidade para tal.

 

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